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terça-feira, 8 de setembro de 2009

3x4º

NESTE DOMINGO [13/09] DISCOTECAGEM ESPECIAL DE DIVULGAÇÃO DA PEÇA

GRIND
DJ residente e promoter: André "Pomba"
GUESTS Rafael Truffaut e Tom Paranhos

A partir das 22h45 naLoca
R Frei Caneca, 916
Até 19h30 VIP (mande o seu nome como comentário deste post);
Após 15 E ou 35 Consumação
Apareçam!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

TRÊS POR QUARTO


Livre adaptação de Entre Quatro Paredes ganha encenação com apoio da linguagem audiovisual e referencias da cultura pop.


Estréia no próximo dia 04 o espetáculo 3x4º, inspirado na obra do dramaturgo e filósofo francês Jean-Paul Sartre, apresenta-nos três personagens condicionadas a suas visões de mundo que são obrigadas a conviverem eternamente. Este indivíduo que a todo o momento está observando e sendo observado acaba tornando-se a figura representativa de uma das questões que nunca deixou de incomodar o homem: como se relacionar com o outro? 3X4º vem de encontro à urgente necessidade de compreender quais elementos compõem a personalidade do homem e como ele se relaciona consigo mesmo e com os demais a partir desse reconhecimento. Num ambiente claustrofóbico as personagens vêem-se obrigadas a revelar o que de fato há por detrás das máscaras que tão comodamente estão acostumados a vestir. Frágeis imagens conscientemente produzidas são gradativamente removidas, dissecadas, decompostas. A resultante manifestação de suas faces ocultas influirá na constatação de verdades que desconheciam e que ao final são obrigados a enfrentar. A temporada vai de 04 a 30 de setembro, sextas, às 21h30, no TEATRO COMMUNE.



"Eu não sou eu nem sou o outro, Sou qualquer coisa de intermédio: Pilar da ponte de tédio Que vai de mim para o outro".


Sinopse: Um homem e duas mulheres são inseridos num ambiente de confinamento e induzidos a expor seus conflitos internos diante da presença do outro. Cada um será a chave do reconhecimento da verdadeira personalidade dos demais. Juntos, serão obrigados a reavaliar, redimensionar, reinventar a si mesmos para criar uma relação inter-pessoal tolerável e fugir da auto-destruição iminente. Inspirado na peça Entre Quatro Paredes de Jean-Paul Sartre.


Encenação: Um cubo. A sugestão de um ambiente hermeticamente fechado. Em seu interior três personagens sartreanas no ápice do enfrentamento de seus conflitos tentam encontrar um meio de resistir à presença do outro e manter a imagem social que apresentavam antes de serem postos ali. Telas de projeção que delimitam a área de ação das personagens apresentam com conteúdos audiovisuais o conflito entre aparência e imanência. Esta dinâmica capaz de uma sinestesia imagética resultará em uma desconexa amostra de suas personalidades conflituosas. Ao espectador cabe completar o sentido deste espaço concebido a partir de molduras inacabadas.


Ficha Técnica
AUTOR: Jean-Paul Sartre
TRADUÇÃO: Fabiana Choi
DIREÇÃO: Eder Bastos
ELENCO: Eder Bastos, Fernanda Otaviano, Thabata Garcia e Tom Paranhos
IDENTIDADE VISUAL: Natanael Torres
ILUMINAÇÃO E SONOPLASTIA: Rafael Truffaut
FIGURINO: Lúcia Carolina Vinagre
ARTE GRÁFICA: Alberto Cataldi
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Fernanda Tsuji
PRODUÇÃO: Renata Daltro
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Fabiana Choi


http://www.atocontinuo.net/


AGRADECIMENTOS: Tendal da Lapa - Teatro Nelson Rodrigues/Guarulhos - Teatro Commune - Núcleo Ação Educativa - Rafael Truffaut - Vanessa Ouros - Marcelo Buzzoni - Oliver Callegari - Thiago Coser - Thiago La Torre - Diogo Besson - Mariêta Dutra de Jesus - Neusa Ouros - Maria Lúcia de Barros - Maria Deiny Quinteiro - Amílcar Maurício Jr. - Gabriel Copque Daltro - André Pomba - Mirsa Paranhos - Paulo Humberto Tavares.


3x4º De 04 a 30 de setembro. Sextas, às 21h30. No Teatro COMUNNE. Direção: Eder BAstos. Elenco: Eder Bastos, Fernanda Otaviano, Thabata Garcia e Tom Paranhos. Iluminação e Sonoplastia: Rafael Truffaut, Figurinos: Lucia Carolina Vinagre, Identidade Visual: Natanael Torres. Capacidade – 50 pessoas. Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$10,00 (meia). Duração: 50 minutos. Classificação: 14 anos.


TEATRO COMMUNE - Rua da Consolação, 1218 [Entre o Mackenzie e o Tribunal do Trabalho - sentido Centro-Paulista] Tel. 3087 0792. 50 lugares. Sextas, 21h30. Estacionamento ao lado R$ 10. Bilheteria seg. a sex. das 17h30 às 21h30 (aceita cheque, não aceita cartão).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

NÓS

A cia palimpsesto de teatro é um grupo composto por jovens que se conheceram entre os anos de 2000 e 2002 em oficinas de teatro da instituição de ensino Cursinho da Poli. Nesta época formaram o grupo Foco em Mim que realizou cinco espetáculos de caráter amador encerrando suas atividades em 2005 com o espetáculo Gota D´agua.

Em 2007, na fase universitária, remanescentes do Foco em Mim idealizam um coletivo do qual fazem parte a Cia Palimpsesto de Teatro e o grupo ...atocontínuo... . Com o primeiro produzem o espetáculo O Homem: O Seu Amor e com o segundo Sentidos. Ambos realizam um circuito de festivais pelo estado de São Paulo, entre eles o Festival de Inverno da FPA, a MAC de Guarulhos e o Festival de Cenas e Monólogos do Teatro Nill de Pádua. Neste último o espetáculo O Homem: O Seu Amor recebe os prêmios de melhor espetáculo, ator, atriz e direção. As atividades estão influenciadas pelo teatro universitário cuja matriz é a pesquisa e a experimentação de novas linguagens.

Atualmente o coletivo concentra-se em manter o viés de pesquisa e aproximar sua prática do teatro profissional. Enquanto a Cia Palimpsesto realiza pesquisa de dramaturgia própria, o ...atocontínuo... debruça-se numa profunda pesquisa da obra de Jean-Paul Sartre com a montagem de seu texto Entre quatro paredes. Alguns registros sobre o processo deste espetáculo estão disponíveis no: http://atocontinuo.blogspot.com/

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Cia Ruído Rosa de volta com o espetáculo "O monge e a raposa"

Divulgação:

Após Andarilhos a cia. de teatro Ruído Rosa continua sua pesquisa fortemente pautada na criação de imagens com estréia de novo espetáculo neste final de semana.

O Monge e a Raposa é uma fábula japonesa, na qual dois seres de dois mundos diferentes se unem em um amor impossível. Inspirada pelo livro The Dream Hunters, do escritor britânico de quadrinhos, Neil Gaiman, a Cia. Ruído Rosa mostra, através de imagens impactantes, entre bonecos, máscaras e dança, a história de amor entre o Monge e a Raposa, marcada por encontros e desencontros no mundo real e no mundo dos sonhos, que formam um labirinto de tramas.


Sextas e sábados 19h30 e domingos 18h30.
28/11 a 14/12
Teatro Laboratório da ECA/USP, sala Miroel Silveira.
Temporada GRATUITA.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Três vezes Janô – Para um teatro do ator


O diretor teatral Antonio Januzelli, professor aposentado da ECA/USP, está brindando os seus mais de 40 anos de trabalho dedicados às artes cênicas, em cartaz com três espetáculos pela cidade. Experiente, o teatro de Janô é centrado no ator. Entre os três espetáculos em cartaz “Um segundo e meio”, “Se eu fosse eu” e Da beleza ou o sistema nervoso dos peixes”, subjazem características próprias deste genial diretor. Um cenário zero, iluminação simples e os atores, no coração das encenações, com a coragem extrema de viverem seus personagens com a verdade e a intensidade de quem participa de um jogo decisivo, uma experiência inaugural. Aqui, agora. O palco é a vida. Ao expectador a deliciosa ilusão de que os atores são donos do tempo e do espaço, capazes de suspender a ação e retoma-la com um domínio e uma propriedade jamais vistos.

Algumas das premissas das práticas artísticas de Janô podem ser melhor entendidas a partir da leitura de seu livro A aprendizagem do Ator. Entre suas práticas relacionadas à construção e desenvolvimento de uma pedagogia do ator está a noção de Laboratório Dramático do Ator, em suas palavras:

Porque “laboratório”? Porque lembra operação, corte, incisão, experimentação, curiosidade, exame, toque, transformação, mistura, absorção, separação, ruptura, junção; descoberta de mundos presentes, mas velados. Porque as coisas precisam ser vistas, observadas, tocadas, abertas, inquiridas, relacionadas, multiplicadas... É assim que vejo a vida seja no teatro ou fora dele: Um laboratório de movimento ininterrupto, tal qual a imagem de um corpo humano vivo. JANÔ (1992, p. 50 e 51).

Serviço:

Da beleza ou o sistema nervoso dos peixes – VIGA Espaço Cênico – qui. a sáb. 21hs e dom. 19hs com Alexandre Pieroni Calado. O monólogo sombrio e niilista trás fragmentos de Büchner. O texto de estrutura pesadamente conceitual e argumentativa valoriza-se ao pegar emprestada a verdade do ator que se sobrepõe às “verdades” do texto. Acreditamos nele mais do que no que ele diz.


Se eu fosse eu – Teatro Coletivo Fábrica – Quartas e quintas às 21hs. com Cia. Simples de Teatro. O auto-conhecimento, a arte do encontro e os enigmas de Clarice Lispector. Seu texto Um aprendizado ou o livro dos prazeres inspira o catártico exercício dramático.


Um segundo e meio – SESC Consolação – Quartas às 21hs. Com Marcello Airoldi. A poesia pichada no instante agora: Um espetáculo que parece beber da fonte de Proust para mergulhar num estudo da simultaneidade presente em um segundo e meio. Quanto tempo dura um segundo e meio? O velho hábito de fazer do passado algo mais nobre do que foi de fato é posto em cheque. A poesia dos instantes relembrados redimensionada por eventos simultâneos e nem sempre tão dignos de lembrança: Faltava um dente na boca da prostituta? O choro na verdade era fingido! Enquanto falava cuspia farelos de cream craker...


Para Ler:
JANUZELLI, Antonio. A aprendizagem do ator. 2 ed. São Paulo: Ática, 1992.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O Amor segundo Lorca – O grupo XPTO sob orientação de Osvaldo Gabrieli volta aos palcos paulistanos com o espetáculo ‘O público’ de Garcia Lorca

No ano passado o XPTO estreou ‘Lorca: Aleluias eróticas em 38 quadros e um assassinato’ que soa comparativamente como um ‘sketchbook’ da montagem atualmente em cartaz. Muitas imagens, textos, canções e figuras utilizados no primeiro espetáculo são revisitados, incluindo um enorme 'epílogo' que pode representar a tentativa de reforçar certo tom metalingüístico precário ao longo da peça.

Não queira o público extrair um entendimento geral do espetáculo, pois seria vão. Há muitos mais o que se fazer diante dele. As palavras carregadamente poéticas de Lorca aliadas à explicita paixão do encenador pelo texto convidam para um mergulho irracional no ritmo poético e imagético proposto: dançar, ouvir, apreciar, sentir o amor que salta das linhas e entrelinhas do poeta. O prazer parece ainda maior para os que já conhecem a obra de Garcia Lorca. A pegada ritualística do grupo é capital na conquista do ritmo poético, mas ofusca o jogo do distanciamento e da aproximação aparentemente sugerido.


O público, De: Federico Garcia Lorca, Dir: Osvaldo Gabrieli, 120 min., 16 anos
Com: Alex Bartelli, André Bubman, Beto Firmino, Bruno Caetano, Felipe Vasconcellos, Marcelo Callegaro, Mariano Mattos Martins, Osvaldo Gabrieli, Rafael D´avila e Tomas Auricchio.
Teatro Coletivo Fábrica, Rua da Consolação, 1623, Tel: 3255 5922 sábados às 19hs, domingos 18hs. Ingressos de R$ 10,00 a R$ 20,00. Até 26/09