Páginas

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O FANTASMA DE CANTERVILLE

Grupo de teatro estreante aposta em terror cômico para crianças

O Fantasma de Canterville estreia dia 03 de março no Teatro Coletivo em São Paulo. Livremente inspirado no livro de Oscar Wilde o espetáculo é o  primeiro trabalho do Grupo OPS de Teatro. Criado por atores recém-formados pela primeira turma da SP Escola de Teatro, o grupo nasceu da vontade de constituírem um núcleo pulsante de pesquisa e prática teatral. O norte criativo é a relação com a cidade e seus indivíduos e as rápidas mudanças sofridas no comportamento de ambos.

O Fantasma de Canterville conta a história de um diplomata que chega com sua família à Inglaterra e decide comprar o Castelo de Canterville. É advertido pelo próprio Lorde Canterville, o honesto proprietário do castelo, de que está cometendo uma loucura, uma vez que ali fora visto almas do outro mundo: “É difícil conciliar o sono à noite, por causa dos estranhos ruídos vindos do corredor e da biblioteca”. Porém, o diplomata não acredita em fantasmas e sua mulher acha que a situação garante uma originalidade aos jantares que organiza, os filhos gêmeos passam a se divertir em pregar peças no fantasma residente que deixa de assustar para ser o assustado. Só a filha adolescente compreende a sua imensa tristeza e resolve ajudá-lo a se desprender para a conquista da paz.
O grupo trabalha um terror cômico no universo infantil e aposta no resgate do conteúdo lúdico das histórias de terror, dos fantasmas que tem se perdido em meio a um mundo cada vez mais cético, científico e tecnológico.

Sinopse: A partir do texto O Fantasma de Canterville, de Oscar Wilde, Uma família se muda para uma localidade mais pacata e afastada da cidade. Nesta nova casa habita um fantasma que já expulsou várias pessoas que ali moraram, através de diversas artimanhas de susto e terror. Com a chegada dessa família a lógica é invertida, quem aterroriza agora são os novos habitantes que pregam peças e subestimam a figura do fantasma.


Autor: Oscar Wilde Adaptação: Jobson Gil Ricciardi Criação coletiva do Grupo OPS de Teatro Elenco: Daniela Oliveira, Lais Uesato, Marcia Gonzaga, Samara Chedid e Thiago Dias Sonoplastia: Theo Yepez Iluminação: Ivan Santos Assessoria de Imprensa: Tom Paranhos


O Fantasma de Canterville
Temporada: De 3 a 25 de Março de 2012
Teatro Coletivo Rua da Consolação, 1623 - São Paulo - (11) 3255 - 5922
Sábados e domingos, às 16 horas
Ingressos: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia)
Infantil; 50 minutos; Classificação Livre.
http://www.wix.com/grupoopsdeteatro/ops


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

KOTEBA - UMA VIAGEM INVENTADA NO FELIZ

No próximo dia 23 o projeto TER UMA BRINCADEIRA É TER UMA ALEGRIA NA VIDA realizará abertura deste processo de pesquisa e experimentação teatral a partir do tema da infância. O experimento cênico KOTEBA produzido na SP ESCOLA DE TEATRO - Centro de Formação das Artes do Palco, inicia o primeiro ciclo do projeto com a transposição de seis contos para a cena, bem como a investigação da palavra, do ator-narrador, brincadeiras e jogos em cena.
Uma roda de contação de histórias, brincadeiras, jogos e canções, convida o público a embarcar no "País do Bem" numa tentativa de resgate do espírito lúdico da infância. Narrativas sobre alegria, melancolia, transformação, vida e morte se entrecruzam a partir de contos de Clarice Lispector, Guimarães Rosa e Marcelino Freire.


Direção: Naloana Lima Atuação: Fernanda Lopes, Samara Chedid e Tom Paranhos Dramaturgia: Paula Cicolin Sonoplastia: Danuza Novaes Cenografia e Figurino: Mariane Bonarde Iluminação: Luana Belem Técnicos de Palco: Alício Silva, Luis Machado Garcia e Sionara Reis Assistente de Direção: Renato Teixeira Artista Orientador Convidado: Cris Lozano Artista Formador Responsável: Viviane Ramos

Serviço:
Teatro Plínio Marcos
Shopping Pompéia Nobre, Piso Superior
Rua Clélia, 33 Barra Funda (Ao lado do SESC Pompéia)
Quarta – 23/11 10hs; 12hs e 20hs
80 Lugares; Classificação 14 anos
Duração: 50 min
Entrada Franca - Retirar ingressos uma hora antes
http://terumabrincadeira.blogspot.com/

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CABARET STRAVAGANZA

Baseado na ideia de humanidade expandida, em que corpos e tecnologia são uma extensão, o espetáculo do grupo Os Satyros discute a relação do homem com a revolução tecnológica e suas implicações sobre a vida contemporânea. No palco, a peça utiliza recursos multimídia, internet e telefonia, numa sequência de cenas e intervenções performativas.

O diálogo do grupo com a linguagem da performance iniciado em "Hipóteses para o amor e a verdade" é agora verticalizado. "O que é corpo?" Parece ser a questão desdobrada em todas as cenas do espetáculo. O flerte do teatro com a performance parece ser muito feliz e pertinente à pesquisa de linguagem e histórico do grupo que há anos preconiza uma idéia de corpo não neutro para a cena, um corpo que carrega e revela sua história. Cabaret Stravaganza parece querer discutir a noção de beleza que escraviza e as possibilidades de autonomia dos individuos sobre o próprio corpo. A peça enuncia uma ruptura com estereótipos de normalidade e beleza que talvez os próprios espectadores possam carregar e/ou projetar.


Direção: Rodolfo Garcia Vazquez
Espaço dos Satyros Um
Até 17 de dezembro de 2011.
Quintas, sextas e sábados, 21h; R$ 20.

domingo, 23 de outubro de 2011

THÉÂTRE DU SOLEIL NO BRASIL

A presença do grupo Théâtre Du Soleil no Brasil é sempre um evento curioso que dá pistas sobre o que tem sido valorizado e desvalorizado no teatro, coloca em cheque algumas convicções, para alguns reforça certo ideal de prática artística, para outros abre uma gama enorme de novos questionamentos. Tudo chama atenção não só no grupo, mas na recepção: A mobilização da classe artística, a dificuldade na obtenção de um ingresso, a duração dos espetáculos, os meios e modos de produção do grupo etc.

A expectativa começa semanas antes do inicio da venda dos ingressos que esgotam em menos de duas horas. Este não é um fato isolado, outras companhias de peso internacional e mesmo nacional também tem ingressos esgotados muito rapidamente, o que nos faz refletir sobre a idéia de “crise do teatro”. Se fazer espetáculos para a classe artística incomoda a muitos grupos, é importante considerar que a chamada “classe artística” vem aumentado muito, ao ponto de lotar uma tenda de mais de cem lugares dezenas de vezes. A crise parece apontar então para uma transformação do público que deixa de ter interesse em ser apenas espectador, é iniciado na prática teatral. Não há carência de público, portanto, há uma mudança de características do mesmo.

A noticia de que tal companhia é composta por artistas de todas as partes do mundo que ensaiam um mesmo espetáculo ao longo de cinco a dez meses, cinco vezes por semana, dez horas por dia também desperta grande comoção. O “público” brasileiro dá indícios de estar especialmente interessado em investigar o modelo bem sucedido em todos os seus aspectos e esferas de realização. Há uma impressão geral de se estar diante das condições ideais de se produzir espetáculos e praticar teatro, muitas vezes sonhado e inatingível para os padrões brasileiros. Afinal quais são os grupos em nosso pais que podem garantir a previdência de seus atores, salários, repouso remunerado, sede própria, alimentação no local etc.? Pensando sob esta perspectiva, é possível até aumentarmos nosso grau de exigência e expectativa diante de um espetáculo teatral feitos sob tais condições. O centro de pesquisa e residência artística liderado por Mnouchquine assume-se declaradamente como um projeto de caráter social e político pra o desenvolvimento das artes cênicas que extrapola questões estéticas.

O que Ariane Mnouchquine nos oferece, enfim, é um espetáculo de quatro horas de duração – que para muitos espectadores "treinados" torna-se bem cansativo. “Les naufragés du Fol Espoir (Aurores)” é Inspirada pelo romance póstumo “Os náufragos do Jonathan”, de Julio Verne, a dramaturgia é assinada por Hélène Cixous e a trilha sonora original é executada ao vivo pelo músico e compositor Jean-Jacques Lemêtre. O espetáculo é ambientado em 1914, às vésperas da Primeira Guerra Mundial. Em cena, uma trupe fascinada pelo advento do cinematógrafo se aperta no sótão de um cabaré para rodar um filme. O filme dentro da peça que remete a um procedimento bastante reproduzido em centenas de espetáculos contemporâneos, retrata a história de emigrantes que, no final do século XIX, deixam o País de Gales rumo à Austrália, mas encalham na Terra do Fogo, onde tentam forjar uma comunidade socialista. O enredo aponta claramente, portanto, ao projeto artístico do grupo que se não surpreende no conteúdo, hipnotiza na forma, na orquestração das cenas no palco, no engajamento de todos os interpretes na composição de uma cena que dialoga com praticamente tudo o que se discute atualmente no teatro.

As produções do Téâtre Du Soleil são o resultado de uma combinação atípica, quase paradoxal, dos modelos de processo criativo tão discutidos atualmente. Por um lado a premissa do envolvimento de todos os integrantes da companhia em todas as etapas de criação. Assim, cada montagem é concebida por meio da contribuição de cada um dos artistas participantes, a partir de seus universos culturais específicos. Por outro a orquestração e a palavra final da diretora. Há uma mescla, portanto, de procedimentos identificados naquilo o que se cunha processo colaborativo e a direção autocrática.


Os Náufragos da Louca Esperança (Auroras) –
Théâtre du Soleil (França)
SESC Belenzinho - 05 a 23 de outubro – Quarta a domingo 19hs
Classificação 12 anos
www.sescsp.org.br/osnaufragosdaloucaesperanca

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mantenha Fora do Alcance de Crianças




Começando o horário de verão 2011 a [pH2]: estado de teatro volta com mais uma temporada do espetáculo.
O calor toma conta do ambiente. A ausência de copos em um encontro familiar traz a tona o passado esquecido. Duas figuras passam a entrar em conflito permanente. Em meio a tanta histeria, os outros habitantes comemoram a chegada de mais um verão.

Direção: Rodrigo Batista
Elenco: Bruno Caetano, Bruno Moreno, Catarina São Martinho, Júlia Moretti, Júlio Barga, Leonardo D'Aquino, Maria Emília Faganello, Mariana Soutto Mayor
De 12 a 27/10 no Teatro João Caetano
Rua Borges Lagoa, 650 (Próximo ao metrô Santa Cruz)
Quartas e Quintas, às 21h
Ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia entrada)
ingressorapido.com.br

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A ATIVIDADE TEATRAL EM PERSPECTIVA

O que o termo crise define é na maioria das vezes transformação, o que não significa em última análise estar maior o menor em relação ao estado anterior. O teatro tem passado por uma série de transformações. O advento da TV, do cinema e da internet (os dois primeiros dão um salto em relação ao trabalho da representação) obriga-o a acomodar-se no outro espaço. A atuação performática e as novas formas de dramaturgia (vide relatório anterior) são fortes indícios deste trabalho de acomodação sofrido pelo teatro que já não cumpre tão bem a função de lugar de representar, mas sim de lugar de atuar, de viver uma experiência e compartilhá-la. Nesta perspectiva explica-se o aumento do número de praticantes de teatro e diminuição no número de expectadores. Para ver uma história ser contada recorre-se ao cinema, para vivenciar uma experiência coletiva com contatos entre pessoas recorre-se ao teatro. Novamente reforço o fator transformação e critico o termo crise. Este movimento de aumento de atores e diminuição de expectadores faz crescer a demanda por escolas de teatro, pesquisas e trabalhos na área de pedagogia teatral, ou seja a atividade teatral cresce em alguns setores e diminui em outros. O que pode estar ocorrendo é um retorno do teatro a sua natureza primordial de celebração, rito e encontro. Cabe salientar ainda, que os novos praticantes de teatro são também os grupos que irão assistir teatro, assim, mesmo a crise como redução de público do teatro é relativa. O teatro torna-se uma prática social exercida por uma poderosa parcela de pessoas engajadas nas mais diversas motivações pessoais, entre tantas outras: Ampliar o horizonte cultural, socializar-se, vencer bloqueios emocionais e psicológicos, pesquisar temas e linguagens diversos, estabelecer contato interpessoal, viver uma experiência não cotidiana etc. 

Exercícios de reflexão a partir da leitura e discussão do texto: GUENOUM, Denis. O teatro é necessário? São Paulo, Perspectiva.  Atividade proposta por Rodolfo Garcia Vazquez em aula do curso de ATUAÇÃO da SP ESCOLA DE TEATRO - 1º Semestre de 2010

terça-feira, 19 de julho de 2011

Trabalhadores da Cultura, é hora de perder a paciência!

ÚLTIMA PLENÁRIA ANTES DA MANIFESTAÇÃO!

NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA, ÀS 19H,
ACONTECERÁ A ÚLTIMA PLENÁRIA ANTES DA MANIFESTAÇÃO
CONTRA A FALTA DE PROGRAMAS E POLÍTICAS CULTURAIS DO GOVERNO FEDERAL.
SERÁ UMA GRANDE MANIFESTAÇÃO COMPOSTA POR TRABALHADORES DA CULTURA
DE SÃO PAULO E CIDADES PRÓXIMAS.
LEIA O MANIFESTO E NÃO DEIXE DE COMPARECER
AO ENCONTRO NO STUDIO 184 (PRAÇA ROOSEVELT, Nº 184)
PARA SABER A DATA, HORÁRIO E LOCAL DA GRANDE MANIFESTAÇÃO.

TRABALHADORES DA CULTURA, É HORA DE PERDER A PACIÊNCIA!

Link do Manifesto:
http://www.cooperativadeteatro.com.br/informes/2011/54/manifesto.pdf

>>>

movimento artístico contra a falta de políticas culturais

Sua principal meta é ver aprovada uma “política pública de cultura
que não esteja sujeita às leis de mercado, que seja justa, descentralizada,
possibilite o acesso da população à produção e fruição dos bens culturais,
o acesso aos fundos públicos através de editais e leis transparentes
e esteja vinculada a um projeto de sociedade
sem as imensas desigualdades sociais vigentes hoje no país”.

O grupo tem como lema a frase “Trabalhadores da Cultura, é hora de perder a paciência”,
inspirados pelo poema Quando os Trabalhadores Perderem a Paciência, de Mauro Iasi.

Confira os principais tópicos discutidos na reunião do dia 11/07
... mais em http://www.cooperativadeteatro.com.br/2010/?p=4935 ...


>>>


É HORA DE PERDER A PACIÊNCIA!

O Movimento de trabalhadores da cultura
quer tornar pública sua indignação e recusa
ao tratamento que vem sendo dado à cultura deste país,
aprofundando e reafirmando as posições defendidas desde 1999,
no Movimento Arte Contra Bárbarie.

A arte é um elemento insubstituível para um país
por registrar, difundir e refletir o imaginário de seu povo.

Cultura é prioridade de Estado,
por fundamentar o exercício crítico do ser humano
na construção de uma sociedade mais justa.

A produção artística vive uma situação de estrangulamento
que é resultado da mercantilização imposta à cultura e à sociedade brasileiras.
O estado prioriza o capital e os governos municipais, estaduais e federal
teimam em privatizar a cultura, a saúde, a educação ...

É esse discurso que confunde uma política para a agricultura com dinheiro para o agronegócio;
educação com transferência de recursos públicos para faculdades privadas;
incentivo à cultura com Imposto de Renda usado para o marketing,
servindo a propaganda de grandes corporações.

Por meio da renúncia fiscal – em leis como a Lei Rouanet -
os governos transferem a administração de dinheiro público,
destinado à produção cultural, para as mãos das empresas.
Dinheiro público utilizado para interesses privados.
Esta política não amplia o acesso aos bens culturais e
principalmente não garante a produção continuada de projetos culturais.

Em 2011 a cultura sofreu mais um ataque: um corte de 2/3 de sua verba anual
(de 0,2% foi para 0,06% do orçamento geral da União)
em um momento de prosperidade da economia brasileira.

Esta regressão implicou na suspensão
de todos os editais federais de incentivo à Cultura no país,
num processo claro de destruição das poucas conquistas da categoria.

Enquanto isso, a renúncia fiscal da Lei Rouanet
não sofreu qualquer alteração
apesar de inúmeras críticas
de toda a sociedade.

Trabalhadores da Cultura, é HORA DE PERDER A PACIÊNCIA:
Exigimos dinheiro público para arte pública!

Arte pública é aquela financiada por dinheiro público, oferecida gratuitamente,
acessível a amplas camadas da população – arte feita para o povo.
Arte pública é aquela que oferece condições
para que qualquer cidadão possa escolhê-la como seu ofício
e, escolhendo-a, possa viver dela – arte feita pelo povo.

Por uma arte pública tanto nós, trabalhadores da cultura,
como toda a população tem seu direito ao acesso irrestrito aos bens culturais,
exigimos programas – e não um programa único–
estabelecidos em leis com orçamentos próprios,
que estruturem uma política cultural contínua e independente
– como é o caso do Prêmio Teatro Brasileiro,
um modelo de lei proposto pela categoria
após mais de 10 anos de discussões.

Por uma arte pública exigimos Fundos de Cultura, também estabelecidos em lei,
com regras e orçamentos próprios a serem obedecidos pelos governos
e executados por meio de editais públicos, reelaborados constantemente
com a participação da sociedade e não apenas nos gabinetes.

Por uma arte pública, exigimos a imediata votação da PEC 236,
que prevê a cultura como direito social, e também imediata votação da PEC 150,
que garante que 2% do orçamento da União seja destinado à Cultura,
nos padrões propostos pela ONU, para que assim tenhamos recursos
que possibilitem o tratamento merecido à cultura brasileira.

Por uma arte pública, exigimos a imediata publicação
dos editais de incentivo cultural que foram suspensos
e o descontingenciamento imediato da já pequena verba destinada à Cultura.

Por uma arte pública, exigimos o fim da política de privatizações
e sucateamentos dos equipamentos culturais,
o fim das leis de renúncia fiscal,
o fim da burocratização dos espaços públicos
e das contínuas repressões e proibições que os trabalhadores da cultura
têm diariamente sofrido em sua luta pela sobrevivência.

Por uma arte pública queremos ter representatividade dentro das comissões dos editais,
ter representatividade nas decisões e deliberações sobre a cultura,
que estão nas mãos dos interesses do mercado.
Por uma arte pública, hoje nos dirigimos à Senhora Presidente da República,
aos Senhores Ministros da Fazenda e às Senhoras Ministras do Planejamento e Casa Civil,
já que o Ministério da Cultura, devido seu baixo orçamento encontrar-se moribundo e impotente.

Exigimos a criação de uma política pública e não mercantil de cultura, uma política de Estado,
que não pode se restringir às ações e oscilações dos governos de plantão.

O Movimento de Trabalhadores da Cultura
chama toda a população a se unir a nós nesta luta.

...